quinta-feira, 23 de julho de 2009

Frio....


Ah... hoje está um dia lindo... lindo... até me inspiro um pouco... um sol bonito e ummto frio... que delícia, eu adoro tempo assim, fico mais introspectiva e pensativa. Além de muitas outras coisas boas que podemos fazer no inverno... frio combina com muitas coisas :)
Achei um poema que me tocou, lindo como o dia de hoje... espero que gostem... beijos pra todos!!!
(Acho que estou um pouco romântica... hehe)



"As pessoas são tão belas quanto um pôr-do-sol. De fato, talvez possamos apreciar um pôr-do-sol justamente pelo fato de não podermos controlá-lo. Quando aprecio um pôr-do-sol não me ponho a dizer: Diminua um pouco o tom de laranja no canto direito, ponha um pouco mais de vermelho púrpura na base e use um pouco mais de rosa naquela nuvem. Não faço isso. Não tento controlar um pôr-do-sol. Olho com admiração a sua evolução." Carl Rogers

terça-feira, 21 de julho de 2009

a pedidos..


Volto depois de algum tempo... a pedidos de uma amiga especial.. agora que a inspiração chegue logo...
Por enquanto deixo um poema sobre o amor.. que acho lindo... e como já disse Frejat



Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...


Faço das palavras dele... minhas!!!

E agora cito Artur da Távola:
"Sobre o amor

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão-somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo do amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça; eqüidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a major beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, 'aquela conversa importante que precisamos ter'; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que intuiu em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuida da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."

Façam de seu amor bonito!!!!!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meu amor por Vinícius!!!



POEMA DOS OLHOS DA AMADA

Vinícius de Morais

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.
Vinícius de Moraes



Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Eu...





Hoje, resolvi publicar, um texto que escrevi há algum tempo... fui fazendo algumas alterações durante o tempo que passou.. e acredito que sempre irei mudando.. assim como eu estou em constante transformação...






Sabrina, do árabe, Paciência e Perseverança.
UM MANUAL????
Com certeza não!
INSTÁVEL...
Gosto da vida assim. Sou compulsiva. Solidão me incomoda. Crianças me fascinam. Minha mãe = admiração. Meu tudo. Já quis ser dentista e astronauta. Mas meu sonho mesmo era ser caixa de supermercado. Cresci. Acorda. Estamos aqui. Se estou com alguém. Sou fiel. Muito. Já desejei fugir. Fugi de casa quando meu irmão nasceu. Voltei. Amei. Construí muitos castelos de carta e todos desmoronaram na última fila. Persistência. Tinha paixões por rodas gigantes. Agora prefiro olhar. Olhares... Me convencem, me perseguem, me chocam e me guiam. Falam a verdade. Por isso olhe sempre nos meus olhos. Tente me fazer feliz ao menos uma vez por mês, por ano ou uma vez na vida. Bons momentos guardamos pra sempre. Adoro boca, dentes e sorrisos. Um sorriso conquista. Me conquiste.
Tenho TPM, acordo somente uma vez por semana de mau humor. Dormir até tarde. Não dormir. Chegar de manhã. Isso me provoca. Adoro lençóis limpos. Adoro presentes. Datas, sei quase todas na ponta da língua. Escorpiana. Li alguma vez... em algum lugar..."Escorpiana... Ela adora parecer uma princesa de contos de fada, uma deusa maravilhosa e ultrafeminina, e fazer com que ela abandone este papel pode ser muito arriscado, Escorpianas são mais vulneráveis do que aparentam à primeira vista. São extremamente sensíveis e magoam-se facilmente." Verdade! Inveja mata. Saudade dói. Tenho ídolos. Histórias. Sou apaixonada por Chico Buarque e gosto muito de ouvir música boa. Adoro filme e adoro arte. Não dito regras. Não sigo todas. Sonhadora. Amo perfume. Vidrada por livros. Literatura era minha matéria preferida. Feliz. Triste. Já chorei sentada no chão. “Por que não escutei minha mãe?”. Pensei melhor depois. Não me arrependi. Amor. Amo me apaixonar. A alma fica mais leve. Coração dispara. Me apaixono fácil. Apaixono-me todo dia. Ta aí uma coisa difícil. Conquiste-me cada vez mais. Sou à moda antiga. Romântica. Cartas. Mas odeio rotina. Acabou? Paciência. Decida logo. Ou recupera ou esqueça. Não aumente as feridas. Orgulhosa muito. Defeito talvez. Dançar me fascina.
Amigos tudo. Cada vez descubro que necessito mais deles. Amizade. Serenidade. Palavras bonitas. A minha eleita de hoje: Inocência. Coisa boa... Ver alguém livre de maldade. Mesmo que seja por um instante. Aprendi que nem todos os homens têm coração bom. Televisão não gosto. Música cotidianamente. Não durmo no claro. Vícios vários. Detesto minha insegurança. Menina às vezes, mulher nem sempre. Estou oscilando. Metamorfose? Tenho grandes aspirações. Vou saltar de paraquedas. Acreditava que fadas madrinhas existiam. Quero casar. Num lugar diferente. Penso demais. Pondero demais. Sensata? Ainda não sei. Funciono na pressão. Tempo sobrando. Desperdício. Utilize-o. Seja gentil e delicada. Tenho pavor de grosseria. Humor sarcástico. Muito bom. Ironia nem sempre. Meu sangue ferve. Me irrito facilmente. Seja tolerante. Tenha em quem confiar.
Minha família = fortaleza. Infância saudade. Subi nos ombros do meu pai. Vou fazer o mesmo com meus filhos. Certa vez já havia pensado até pensado no nome dela: Lua. Desisti. Quem sabe: Poliana ou Sofia. Sofia!!! Não gosto de frio. Mas adoro chocolate quente. Prefiro salgado. Muito calor também não é comigo. Me agradar é difícil? Calma. Não levo as coisas tão ao extremo. Cantar. Adoro. Passo o dia cantando. Minha voz é horrorosa. Traição. Pior palavra existente. Perdoar é divino. Aplausos. Consigo? Não sei. ME IMPORTO COM OS OUTROS. Não machuque quem eu amo. Troque tudo de lugar. Faça algo diferente. Fale palavras corretas, nos momentos exatos. Sou frágil e forte. Tenha sonhos e segredos. Tome sorvete. Abra seu coração. Tente outra vez. Adoro maquiagem. Tenho pena das pessoas. Queria ir pra lua. Não procure coisas nem pessoas perfeitas. Defeitos são lindos. Beleza exótica me deixa estonteante. É disso que preciso. E um dia me acabarei.

Sabrina Koch
Abril/2006

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Minha musa inspiradora...


Mafalda... essa menininha é simplesmente genial... as melhores sacadas são as dela.. aos 7 anos, a menina consegue ter uma percepção do mundo, que muitas vezes nem o adulto percebe... com uma visão aguda e sempre questionando a tudo e a todos... essa menina me encanta, certamente Mafalda é a minha musa..

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Doce inquietude

Enfim.. resolvi criar o blog... para expulsar um pouco da inquietude que sinto... Tb, para que possa publicar coisas que vejo por aí e que acredito ser importante dividir com outras pessoas... Hoje pela manhã, quando acordei, abri o jornal e li a coluna da Martha Medeiros.. na hora pensei... preciso começar a escrever, ou melhor, dividir o que eu escrevo... quem sabe um dia crio coragem e publico tudo por aqui.. por enquanto, vamos começar com este texto dela... até que a coragem e a inspiração consigam andar juntas...

Saga Lusa

O que Chico Buarque, Vitor Ramil, Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Thedy Correa, Duca Leindecker, Fernanda Takai, Gabriel o Pensador, Kledir Ramil e Nei Lisboa têm em comum? Acertou, são escritores. Todos eles lançaram livros, já que são familiarizados com a palavra desde que iniciaram aquela outra atividade, a música. Há quem torça o nariz: agora qualquer um escreve! Sorte deles, porque não é qualquer escritor que pode fazer o caminho inverso: subir num palco e cantar direitinho.

Pois abram alas para mais uma forasteira no mundo das letras: Adriana Calcanhotto acaba de lançar Saga Lusa, uma viagem lisérgica que narra os dias em que saiu da casinha durante uma turnê em Portugal, tudo por causa de uma overdose de remédios que quase lhe custou a vida – mas que espertamente, ela “curou” com literatura da boa.

Quando eu digo por aí que escrever é terapêutico, sei que estou chafurdando num clichê mais que reprisado, mas o que é um clichê senão uma verdade mil vezes repetida? Escrever cura. Só que nem todo ser humano que se aventura nesse tipo de tratamento consegue um resultado acima da média. Muitas vezes, o jorro de palavras deve ser mantido no anonimato, o que se quer apenas é que a catarse ajude a recuperar a saúde mental perdida. Mas quando vale a pena compartilhar, ave! Que a arte seja espalhada.

O livro de Adriana é uma viagem no melhor dos sentidos – ao menos para nós, leitores, porque para ela foi violento. Dias inteiros sem dormir, dificuldade de comunicação, o pânico de não conseguir “voltar”, pesadelos, delírios, shows cancelados e Lisboa vista por trás da janela de um hospital, sem poder ser desfrutada – perder a consciência nem sempre é um barato, pode ser um tremendo desconforto. Mas Adriana tinha duas armas poderosas contra suas alucinações: bom humor e um laptop. E se pôs a escrever tudo o que estava lhe ocorrendo, de uma forma tão divertida, que a gente até pensa: essa guria está inventando. Não estava, mas se estivesse, maior ainda o seu mérito.

Adriana é elegante em suas composições e demonstra, com Saga Lusa, ser elegante também em suas decomposições. Desestruturada, maluca, revoltada, não importa: consegue rir de si mesma e isso é a prova maior da grandeza de uma pessoa, qualquer pessoa. É nessas reações de humor e inteligência diante do desconhecido que se pode dizer: o mundo tem jeito. Muita água, muita calma nessa hora, e tudo se resolve. Olha, Adriana, não chego a desejar outros surtos reais, mas os irreais podem ser provocados sem danos à sua integridade. Cante e escreva: esgote-se em seu incrível talento.

Martha Medeiros, Zero Hora, 26/11/2008